Um dia em que Vénus merece menção: em 1966, a Venera 3 tornou-se a primeira sonda a alcançar a superfície de outro planeta – despenhou-se em Vénus, já depois de ter deixado de manter contacto com a Terra. Dezasseis anos depois, a Venera 13 pousou suavemente na superfície e resistiu durante mais de duas horas. Obteve várias imagens (que, anos mais tarde, seriam apontadas como evidência de vida em Vénus, uma ideia rapidamente desacreditada) que mostraram uma paisagem aplanada, dominada por uma rocha que as análises mostraram ser de composição basáltica. E também levou microfones, que registaram os primeiros sons obtidos noutro corpo celeste.

Em 2002 o space shuttle Columbia partiu para a sua penultima missão (no regresso da seguinte, a nave foi destruída depois da reentrada atmosférica), em que, pela quarta vez, se procedeu a operações de manutenção do telescópio espacial Hubble.

Em 2016, regressaram à Terra dois tripulantes da ISS que tinham passado quase um ano em órbita: o russo Kornienko e o americano Scott Kelly. No caso deste último, o facto de ter um irmão gémeo, Mark Kelly, também astronauta, permitiu uma comparação pormenorizada das alterações fisiológicas provocadas pela estadia no espaço.

Em 1924 nasceu Deke Slayton. Um dos sete homens escolhidos para o programa Mercury, um problema médico impediu-o de voar. Em vez disso, transformou-se no chefe do corpo de astronautas, responsável pela escolha de missões e tripulações. Acabou por chegar ao espaço em 1975, aos 51 anos de idade, na missão Apollo-Soyuz. Faria hoje 95 anos.

Em 1962, John Glenn percorre as ruas de Nova Iorque, numa parada a que assistem cerca de quatro milhões de pessoas. Recebe informações de que está prevista uma visita dos cosmonautas Gagarin e Titov às Nações Unidas, uma possibilidade de encontro com outros viajantes espaciais.

Em 1971, na URSS, renasce brevemente o interesse no foguetão lunar N1, depois dos problemas da Apollo 13 – julga-se que isso poderá refrear o entusiasmo americano. Mas a ideia volta a morrer com o lançamento da Apollo 14.

Em 1978, é escolhido um grupo de 12 homens de países aliados da URSS para voos espaciais até à estação orbital Salyut, no quadro do programa Interkosmos.

Em 2002, um Ariane 5 colocou em órbita o satélite Envisat, dedicado ao estudo do ambiente do planeta. Ainda em órbita, mas já inactivo, é um satélite de grandes dimensões. com perto de 10 m de comprimento. Levava a bordo nove instrumentos para observar solo, mar, gelo e atmosfera.

No presente: um modelo do rover europeu Rosalind, que chegará a Marte em 2020, está a conduzir uma simulação, percorrendo o deserto do Atacama enquanto é controlado a partir de Inglaterra e desempenha as tarefas que o esperam no planeta vermelho, analisando rochas, fotografando a paisagem, e por aí fora.

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